Quem é missed girl 7? ..."What is in a name?"
Por incontáveis vezes fugi de quaisquer esforços para prover tal definição, e o fiz com a ajuda de grandes Mestres das Literaturas... Quer dizer, escondi-me em suas belíssimas falas:
Eu sou Milla, e ao dizer isto, digo tudo, pois... "das pessoas basta saber como se chamam, e levarmos o resto da vida para saber quem são, se de fato um dia o saberemos, pois ser não é ter sido, ter sido não é será" (Saramago); vim de lá, onde:"o mar acaba e a terra começa" (Camões), estou aqui:"onde o mar se acabou e a terra espera"(Saramago) e meu caminho é trilhar os passos do herói...pois: quando abri as janelas, condenei-me as luzes!
“Furthermore, we have not even to risk the adventure alone, for the heroes of all time have gone before us. The labyrinth is thoroughly known. We have only to follow the thread of the hero path, and where we had thought to find an abomination, we shall find a God. And where we had thought to slay another, we shall slay ourselves. Where we had thought to travel outward, we shall come to the center of our own existence. And where we had thought to be alone, we shall be with all the world” (Joseph Campbell)


Talvez eu estivesse equivocada, não tenho certeza, mas, na verdade, eu estava me permitindo amadurecer para descobrir quem sou, o mais estranho é que ainda não sei, mas sinto estar próxima da resposta!... e as imortais falas destes escritores impunha aos curiosos (de saber quem sou) um comprometimento integral, um interesse genuíno, quiçá incondicional o bastante para submeterem-se a conviver-me por tempo indeterminado para decifrá-lo.
Confesso: fui cruel e me retrato suplicando-lhes perdão por tal comportamento infantil e total falta de autoconhecimento!...
A 'quase resposta' para esta pergunta seria, na atualidade, o produto deste amálgama de diversos ingredientes: tempo, experiências (vivências psíquicas e físicas), reflexão, refrações, observações e práticas, os quais misturei delicadamente a fim de obter um conceito que se aproximasse (com lógica) das verdades* científica e mística simultaneamente.
* a verdade talvez seja o que nós (você e eu) podemos tão somente vislumbrar (assim muito de longe, quase um vulto esmaecente/translúcido, uma miragem no extenso e trêmulo horizonte de escaldantes areias desérticas), quando nos damos conta de que nada é o que parece ser!

Por fim, tudo o que consegui foi descobrir que: sou muito mais do que esta fusão de ossos, tecidos, músculos e sangue... Estas imagens capturaram uma imagem de mim numa data estanque, mas eu mudo dia após dia... Estas imagens não conseguem traduzir quem eu sou e sequer quem eu fui... Eu estou presa à Condição Humana e sou efêmera... Eu vou passar...Esta carne que vai envelhecer e definhar (sim, meus queridos: todos nós temos prazo de validade, tal qual a carne embalada em bandejas de isopor nas prateleiras refrigeradas dos supermercados) esta composição fisiológica é apenas uma ampulheta para aquilo que realmente sou!

Definitivamente, Eu Não Sou o que pareço ser!... Mas, com toda a certeza: eu sou o que sinto e penso... meus gestos, atos e falas, sou tudo que emana de mim e, sobretudo: sou o que escrevo... As palavras são o melhor espelho, o melhor reflexo de mim, 'elas' sim expõem o que realmente sou e que pode perdurar, quiçá tornar-me imortal...muito além das fronteiras da minha própria morte...
Não importa em qual idioma ou gênero: poesia, literatura, argumentação engajada, a minha matéria prima é a palavra, é por ela que me faço artesã e escrevo, muitas das vezes empelida mais pelo sonho de ter minha existência mesurada por meio do que criei pela sua manipulação, do que por talento propriamente dito... e, como todo escritor (amador ou profissional), dependo dos olhos do leitor, pois eles são uma extensão da minha pena e garantirão que algo de mim perdure além da minha casca.
E é por isso que escrevo! Escrevendo é que perpetuarei minha espécie, minha ideologia... Minha carne e minha alma serão defendidas pela ponta de uma pena, pois ela é a única espada, o único escudo que aprendi manejar e ouso empunhar com o orgulho de um Galaaz.
Assim sendo, eu vos desafio: leiam-me!...



Este Blog não é apenas o grito contido de uma garota que sonha com um mundo melhor, mas tem uma razão de ser muito especial: despertar a consciência comum de Eu, Tu e Eles sobre o que está acontecendo ao nosso redor...
Existem coisas acontecendo no mundo agora que mudarão o futuro, o futuro em que viveremos nós, nossos filhos, netos...
Precisamos acordar enquanto é tempo, perder a falsa moralidade, o conformismo e começar a participar do presente enquanto podemos e enquanto esta participação pode influir naquilo que será
este futuro.
Chega deste comportamento de "To nem aí, tô nem aí!...", chega de indiferença e de acreditar que os atos de uma só pessoa não vão fazer a menor diferença...
Chega de fazer parte da comunidade de simples zumbis que como todos os demais animais somente nasce, cresce, reproduz, degrada e morre!...
Aqui, falaremos sobre temas atuais e de suma importância como, por exemplo: Efeitos sociais da atual política econômica deste país, Desenvolvimento Sustentável, Senso Organizacional, Ordem de Convívio Tribal, Tecnologia e suas aplicações, Ensino e etc...
Deixe seus comentários e se você achar que alguma das idéias expostas vale a pena ser transmitida, passe o endereço desse Blog a quem desejar...
Seja bem vindo ao Blog da Milla missed_girl 7

No stars in the darkness of the night,
No precious stones or not even a pearl
And no diamonds can shine so bright
Like those tears in the eyes of that missed girl
Couldn’t she once stop crying?
Could I make her laugh today?
Couldn’t she stop n’ give me a smile?
Could I make that pain go away?
She seems so far away from happiness
N’ it hurts me to see her so sad
Wish I could do something, but I’m needless
Wish I could give her what she never had
I can not stop asking myself why
Why does she cry? What does she want?
And why her sadness left me so unsatisfied?
I tried to let go, I tried to forget, but I can’t...
O Momento
Eu não poderia me sentir mais agradável se você me tocasse
com maior ternura do que a que sinto nas tuas mãos neste instante;
Eu não poderia me sentir mais bonita se você me olhasse
com maior encantamento do que o que vejo nos teus olhos neste instante;
Eu não poderia me sentir mais suave se você me falasse
com maior doçura do que a que ouço na tua voz neste instante;
Eu não poderia me sentir mais feliz se você me sorrisse
com maior entusiasmo do que o que vejo nos teus lábios neste instante;
Eu não poderia me sentir mais amada se você me desse mais
do que todas estas preciosas demonstrações de amor.
São por elas que passo os meus dias envolta em saudades
e enfrento trabalho, escola, dificuldades e desafios
com toda a coragem do mundo.
É pelo seu toque, pelo seu olhar, pela sua voz e pelo seu sorriso
que os meus dias vivo ansiosa.
São eles que preenchem minha vida com cor, sabor, aroma e suavidade.
Recompensa de um dia longo, muito trabalhado e de muita espera ! . . .
Espera pelo momento em que estaremos juntos novamente
e então ouvirei nosso amor falando em silêncio,
o quanto esperou, o quanto desejou, o quanto sofreu,
o quanto sonhou com a chegada daquele momento.
Momento precioso, que passa tão rápido. Momento abnçoado
com o privilégio da companhia da pessoa amada.
Momento tão especial e que muito aguardado
dá vontade de viver a vida inteira ! . . .
Paixão Platônica about my little light in the darkness
Como é que transcendes conceitos milenares,
consolidando simultaneamente o belo e o verdadeiro?
Onde te escondestes por tanto tempo,
e porque, sendo tão jovem, sabes um mundo inteiro?
És, e é o bastante, por esta vida e este instante...
Brilha em ti o reflexo do ideal que um dia julguei utopia.
Violaste minha inteligência, sobrejustaste-a com emoção.
Que serei eu dominada como estou p tais instintos?
...que não durmo, não como, não bebo, não penso...só sei arder!...
e tu, que nem sabes do quanto eu queria apenas falar-lhe,
do quanto eu ensaio coisas inteligentes e engraçadas
para dizer-lhe, do quão orgástico seria causar-lhe um sorriso...
Não sabes o que é a agonia carnal destes sofridos
dedos que sonham com tua pele jovem, fina e fresca;
desta boca que imagina a maciez dos teus lábios;
desta massa orgânica que dói por desejo de ti...
...desejo que transcende esta carne, quero-o todo: espírito,
voz, cheiro, cada expressão facial, a consciência de tua presença
causada pelas ondas eletromagnéticas que emanam de ti, e
conviver-te tanto que a afinidade faça-me adivinhar-lhe os pensamentos...
Ser de ti o alimento, o ar, a roupa, o livro e o leitor,
representar-lhe a escrava e a rainha, a faca e bainha,
que na paixão, fazem comungar corpos e almas
ignorando os paradigmas que conceituam pecado.
Tu que com tua existência justifica a mortalidade,
pois se o tivesse, um instante seria eternidade...
...e o suficiente para deixar de existir.
Tu que és perfeito neste mundo das idéias,
onde vejo-te impassível de qualquer defeito.
Será que se pudesse tê-lo de verdade
serias assim tão... de fato e feito?
Minha razão diz-me que não,
Então opto por mantê-lo imaginário,
pois és tudo nesta imaginação!
Não poderia amar-te se fosses acessível, mas ordinário!...
HIPÓCRITA
Quanto me admira esta tua postura
de revolta ideal e concreta acomodação.
Oh pessoa incerta, estagnada e insegura
que muito fala, mas não pratica ação!
Qual o valor daquilo que pensamos,
enquanto serve apenas de pano de fundo?
Sem a prática, a ação, nada transformamos,
e assim continua sendo este desgraçado mundo!
Ode a Emily Dickinson
Desta contemplação do que é visível neste mundo
forma-se em meu intimo esta grande questão:
será que tudo isto é cenário, quiçá figuração
para qualquer coisa que tenha em si um quê de profundo
e que valha a mais vil reflexão?
Cabelos tingidos, unhas pintadas, bolsas prateadas,
pó compacto, batom, espelho e roll-on
MP7, celular, desodorante, anel para o polegar
camisinha, contraceptivo e guardanapos de papel absorvente
um mundo de futilidades em função do aparente
Será que tais cabeças, carregam (além dos brincos) alguma idéia,
algum conceito autônomo, alguma tênue percepção?
Ser o que são é só que sabem ser e quiçá transparecer?
Será que é o medo de ser só isso: ser comum e qualquer...
que me faz crer que talvez eu seja mesmo a Anti-Mulher?
Disappointment
O tempo passou...e os conceitos se inverteram
Esqueceram a virtude já que os justos morreram...
Os párias entronizados, regem e reinam
sob os paradigmas desta nova Constituição,
baseada neste Mercantilismo abrangente
que permite vender (até a alma) a toda gente...
Estar atualizado tornou-se indispensável
Nossas referências do hoje, são o inegável:
A diplomacia é a arte de ser hipócrita;
A violência é o perfume das ruas;
A ignorância é a aura do povo;
A honestidade é sinônimo de tolo;
O senso comum é base científica;
A vulgaridade retratada é arte sublime;
O leigo é mais ouvido que a autoridade...
Emana-me do peito uma retrógrada saudade
do que poderia ter sido, mas não é e nunca será(ão?)...
esta Cidade, este Estado, o Brasil, o Mundo, a Terra...
Reflecto
Quando eu morrer
(esta é uma certeza),
se eu for para o Céu
(e disto, já não estou tão certa):
pedirei a Deus que me conte
toda a história da Criação,
pois é o único capaz de contá-la
em plenitude e em verdade, e
quiçá sem nenhuma interpretação.
Esta poesia não é minha, mas não pude deixá-la de fora...
O sistema
Eduardo Galeano, escritor uruguaio
Os funcionários não funcionam.
Os políticos falam mas não dizem.
Os votantes votam mas não escolhem.
Os meios de informação desinformam.
Os centros de ensino ensinam a ignorar.
Os juizes condenam as vitimas.
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas.
Os policiais não combatem os crimes, porque estão ocupados cometendo-os.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro e mais livre que as pessoas.
As pessoas estão a serviço das coisas.
A modern fairy tale An ordinary man was going to his work in an early morning and while he was walking on the same sidewalk he used to walk every day he saw a small and skinny mongrel dog sitting on its ass by the edge of the street. At the same moment that he looked towards the dog, the animal looked back at him and suddenly the dog stood up on his legs and started wagging its tail looking at him with a face filled with a friendly expression, it was just like that dog had been sitting there waiting for him the whole time before. The man had a silent thought: "Weirdo, I hope he doesn't start following me after I pass near him!" but it was exactly what happened, the man tried to refuse the dog's company in many ways, by waving him bye and threatening him, but the dog continued following him no matter what and always with that smiling face and happy tail, so the man asked him: "What do you want from me? I have nothing to give you right now!" and the dog just smiled back . . . So the man continued walking without worrying about the dog following him just like he was his master, so the man decided to ask God, because the dog obviously couldn't answer: "Oh, Lord why is that dog following me up? I don't have any food or nothing to give him back! Please, make him stop! I don't wanna hurt this dog! So God spoke to the man's heart gently and slowly: "My dearest son: I can't make this animal stop following you because he chose to give you his heart at the first moment he saw you!" and then the man replied: "But why me Lord, I'm nothing special!" The Lord answered: "The creature felt the willingness to love in you. Right now he's hungry, that's true! , but he's starving to be loved, and following you it's his way of offering you his friendship, you just have to decide if you want this gift or not!" So, the man turned back to the animal and analyzed a bit, considered for a few seconds and realized that nobody had ever shown such an interest for him and that moved him deeply, so deeply that when he bowed to stroke the dog, the first tear of their long friendship fell to the ground.

2007 - NOTA: 95
Etnocentrismo: minha espécie, meu referencial...
Se estivéssemos em busca por um culpado pela desvalorização da diversidade cultural presente nos dias atuais, poderíamos acusar a Europa sem sequer hesitar, pois foi a esplêndida Europa, um dia considerada o berço da civilização, enquanto todos os demais territórios se constituíam apenas de terras desconhecidas e povoadas por povos primitivos, que iniciou as colonizações, saindo em busca de territórios sem dono e cheios de riqueza dos quais pudesse retirar o que pudesse e nos quais abandonava seus párias e degredados. Entre estes, muitos de nossos antepassados e com eles uma herança maldita: o etnocentrismo.
Este etnocentrismo que constitui nos dias de hoje o mal do século XXI, é a palavra que pouco ouvimos e muito praticamos. Analisamos e classificamos calcados em dois pesos e duas medidas, usando a nós mesmos como referencial para atribuir valor aos outros, num exercício de nivelação no qual o critério para qualificação do próximo é muito mais rigoroso do que aquele que adotamos para conosco. Essa comparação não seria condenável em nenhum aspecto se não houvesse um outro ponto de vista muito relacionado e até mesmo intrínseco neste etnocentrismo: diferente é ruim.
É deste pensamento que surgem os preconceitos e a segregação que transformam o ato de conviver com as diferenças num desafio, para o qual o homem ainda não inventou uma solução, aparentemente porque é mais importante evoluir tecnologicamente do que sociologicamente, sendo assim e após todos estes séculos desta evolução, depois do desapego religioso e até mesmo moral ainda nos prendemos ao hábito jurássico de rotular o próximo, como se fosse indispensável esta espécie de denominação virtual para consolidar a existência efetiva de todo ser humano.
Na época em que figurava na grade curricular escolar a disciplina de Ética, pensávamos sobre o assunto mesmo enquanto a realidade de mundo fosse outra, mas, uma vez fora da grade, delegaram aos professores, da presente época, a tarefa de educar já interdisciplinarizando com os conteúdos a noção de inclusão no aparente intuito de prover a igualdade, como esta noção reconstitui a intenção de nivelar é mal sucedida.
Esta mesma estratégia poderia apresentar em resultado bem diferente se fosse utilizada com o objetivo de promover o reconhecimento de que somos diferentes, mas que isso é ótimo, porque se fossemos todos iguais não haveria nada que aprender uns sobre e com os outros. E é exatamente neste ponto que reside à riqueza da diversidade cultural, pois é ela que nos permite ter mais que compartilhar, aprender e ensinar.
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2008 - NOTA: 85
Desmatamento Controlado, é melhor prevenir do que remediar!
Exposto que: é a Amazônia, com sua 'máquina de chuva', que assegura o bom desempenho na produção de safras agroindustriais e a geração de energia hidrelétrica, os quais por sua vez promovem a estabilidade na rotatividade econômica do Brasil, atingindo a toda a população do país, faz-se necessária a aplicação de providências que tornem o desmatamento em algo controlado, inibindo os riscos para a floresta e para a economia nacional; nesta finalidade de 'bem comum', uma boa medida de prevenção seria aumentar a fiscalização e aplicar multas pesadas aos promotores de desmatamentos não autorizados.
Para tal, seria necessário fazer valer os três poderes da União simultaneamente: o Legislativo, para redigir e sancionar leis de proteção ambiental, cuja infração resultaria em penalidades; o Judiciário, para aplicar as punições de forma imparcial aos infratores; e o Executivo, para fiscalizar os desmatamentos e trazer perante a lei os criminosos. Tais providências exigiriam investimento da União, tais como: contratação de fiscais, conquistar tecnologia de monitoramento e rastreamento via satélite, veículos, câmeras filmadoras, fotográficas e etc..., além dos expedientes Legislativo e Judiciário.
Tais custos podem parecer um inconveniente; entretanto, seria muito mais vantajoso prevenir do que remediar, pois se perderia muito mais tratando este problema num momento pós-tragédia ambiental (desmatamento drástico) já que o reflorestamento e afins só dão resultado em longo prazo; além do que, se isto acontecer haverá baixas na produção agrícola e energética, o que atrofiará a economia nacional prejudicando o país e o povo, de forma que: quando tudo normalizar, levará anos para nos recuperarmos desta possível crise; assim sendo, tal risco deve ser minimizado tão antecipadamente quanto possível.
Falta ao governo (e, um bom governo tem de ser feitos 'para e pelo bem do povo'!) enxergar o óbvio: tanto quanto o investimento na educação minimizaria o tratamento de questões de segurança/violência nas ruas; e tanto quanto os investimentos na saúde/controle de natalidade minimizariam os surtos epidemiológicos, baixas civis e otimizaria a qualidade de vida da família brasileira; o investimento na prevenção de tragédias ambientais asseguraria a utilização dos recursos dos quais dispomos de forma inteligente e racionalizada, criando-se assim, a possibilidade destes recursos perdurarem por anos e anos, garantindo sua existência e disponibilidade para aqueles que serão nossos descendentes e mais... para aqueles que serão o futuro deste país, porque o Brasil não é só o que fomos, nem o que somos, mas sobretudo aquilo que acreditamos que um dia ele poderá ser.
"Quando a última árvore tiver caído,
o último rio tiver secado
e o último peixe for pescado,
a humanidade vai entender que
dinheiro não se come!"
2005 - NOTA: 100
Crianças Trabalhadoras: vítimas do efeito cascata
Grande parte das leis no Brasil só é válida enquanto teoria, pois não são aplicadas neste contexto atual, onde capitalismo e globalização ditam a velocidade com que as mudanças acontecem e temos de nos adaptar a elas. Em teoria o salário mínimo deveria proporcionar todos os proventos necessários da família brasileira, assim como o artigo 4º do Estatuto da criança e do Adolescente (lei Nº: 8.069/90) deveria ser regra e não uma exceção. Mas isso não acontece.
A falta de um justifica o desrespeito a outro, ou seja, o salário não cumpre sua função teórica, assim resta ao povo tentar suprir a falta através de alternativas aplicáveis. Então lá se vão as crianças trabalhar e complementar a renda familiar e logo mais uma lei esteticamente perfeita restringe-se ao âmbito de teoria.
Não seria justo dizer que o brasileiro não tenha criatividade para buscar outras alternativas, nem que não esteja ciente do abuso que se instala ao adotar esta medida, na maioria das vezes isso ocorre por simples falta de opção. Além do que temos de considerar que o brasileiro é um povo prático, cuja cultura não admite o desperdício de uma oportunidade, nem considera muito sobre legalidade em momentos de decisão. Tudo tem conexão com algo que o precede, é como um efeito cascata.
Primeiro o governo não insere verba no desenvolvimento de uma determinada região, logo as indústrias, comércio e produção daquela região X ficam subdesenvolvidos e incapazes de fornecer algo além do subemprego para estes pais de família.
Segundo o governo não injeta verba na saúde e educação, o que gera mulheres grávidas por falta de planejamento familiar ou conhecimentos básicos acerca dos métodos contraceptivos, o que por sua vez gera crescimento populacional e de consumo, o qual na falta de ser provido por vias lícitas gera crianças trabalhadoras.
Se os projetos que o governo lança tentando solucionar este problema dessem certo as estatísticas não seriam tão chocantes. Portanto só dá pra concluir que: ou o governo está tratando esta questão com um certo descaso ou está vendo a mesma por um prisma totalmente equivocado, pois a está tratando, atacando pela ponta errada. Não adianta pagar às famílias para manter as crianças na escola.
Tem-se é que se tratar o problema a partir da sua raiz, injetando verba no desenvolvimento das regiões mais necessitadas e na criação de bons empregos, assim como injetar verba na saúde e na educação para que o crescimento populacional torne-se algo planejado e controlado. Porque este não é mais um daqueles problemas que se resolve apenas tampando o sol com a peneira. Tem que ir mais a fundo.
Com o decorrer do tempo, suas transformações históricas e a inevitável evolução do pensamento humano os quais nos trouxeram aos dias em que vivemos, geraram uma série de conseqüências às quais temos facilmente nos adaptado e praticado de forma subconsciente: as doenças sociais.
A aceitabilidade deste fato e sua prática inescrupulosa revelam que não temos tido tempo, nem interesse de refletir acerca do que e do por que nos tornarmos como somos, salvo alguns psicólogos e especialistas em programação Neurolingüística.
Constituem-se doenças sociais: intelectualismo, etnocentrismo, despotismo, nepotismo, preconceito, hipocrisia, antiética, ceticismo, falsidade, intolerância, insensibilidade, corrupção, o racionalismo supervalorizado, a constante irritabilidade diante de circunstâncias nas quais temos de interagir com o meio de trabalho/convívio e com as outras pessoas a ele pertinentes... Além das já historicamente diagnosticadas tais como: a desigualdade entre classes, a marginalização, a pobreza e a miséria, a opção voluntária pelo uso de vocabulário ininteligível a outros grupos sociais como forma de intransponibilidade/acesso de terceiros ao mundo em que determinado grupo vive e exerce seu diálogo, atividades e etc...
Esta indisposição para refletir, esta alienação acerca deste assunto, e de outros diversos, os quais nos recusam repensar é também uma evidência do quão preocupados estamos em sobreviver nesta selva capitalista e globalizada. Trata-se da institucionalização de um pensamento extremamente objetivo, voltado tão somente para os fins e indiferente aos meios de obtenção das metas de sobrevivência.
O movimento de “contra maré” desta desconstrução da humanidade é na verdade uma das muitas responsabilidades do educador nos dias de hoje: conscientizar o ser humano do futuro: `os alunos´, de que o valor que possuímos não deve estar relacionado somente ao poder aquisitivo, ao papel de nossa mão-de-obra, “a nossa representatividade numérico-estatística” dentre os deveres cívicos eletivos, assim como contribuintes pagantes de impostos, mas sim em valorizar aquilo que sabemos, aquilo que somos como ponto de partida daquilo que gostaríamos de nos tornar mediante um movimento revolucionário dos valores que temos seguido, em busca de nos tornarmos algo mais do que um apêndice das produções tecnológicas e fazer com que nosso campo gravitacional gire em torno do conhecimento, algo cuja construção jamais é finita, ao invés de ficarmos restritos a realizar esta diária rotação em torno da máquina.
“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
John Donne, English Poet
I cannot believe that it is so difficult to understand
what I'm trying to say here! Is it?
“Conhece a ti mesmo e a tua força para o bem e para o mal,
pois o escudo em prontidão e a espada afiada é que garantir-lhe-ão
que batalha, após batalha, finalmente alcances a vitória!”
TRANSPONDO BARREIRAS: DESAFIOS DO APRENDIZADO DA LÍNGUA.
Os primórdios da reflexão humana acerca da palavra enquanto fala e língua, remontam à civilização grega antiga dos filósofos sofistas e silogistas, os quais, segundo é de nosso conhecimento, foram os primeiros a se questionarem a este respeito. Entretanto, sendo a palavra, a língua e a linguagem fenômenos mutantes de constante evolução, numerosos estudiosos filólogos e lingüistas vêem trabalhando acerca de desvendar-lhe as múltiplas facetas ao longo dos séculos posteriores aos primeiros pensadores que a identificaram como objeto de estudo e análise.
Muitos destes especialistas gozam de renome reconhecido nos meios de estudo da língua até os dias de hoje, são eles: Saussure, Chomsky dentre outros. Cada qual possui uma visão, um ponto de vista, por meio do qual tenta explicar cientificamente os fenômenos, usos e transformações que esta essencial forma de comunicação apresenta.
Cabe-nos analisar cada uma destas visões no intuito de captarmos os diferentes ângulos através dos quais a língua já foi observada e partindo deste princípio histórico, dos estudos já realizados para uma nova abordagem que nos possibilite observar os novos fenômenos que a mesma têm sofrido nos dias atuais, de forma que dominemos todas as suas aplicações possíveis, seja dentro do universo textual ou fora dele, pois desta forma nos tornaremos profissionais capazes de utilizá-la de forma versátil, submetendo-a a condições de ensino aprendizagem mais e/ou menos elaboradas e compreensíveis para os alunos.
Evidenciar que o domínio e conhecimento da língua dispõem diante deste ser latente de novos conhecimentos que é o aluno, um novo universo sem fronteiras, possibilitando-lhe participar de forma ativa de âmbitos diferentes do seu próprio.
Pois a palavra e a língua, quando conscientemente utilizadas, transpõem barreiras fisiológias, psíquicas e sociais, promovendo o entendimento imparcial e igualando os seres humanos numa mesma condição, independentemente das diferenças de raça, credo, nacionalidade e identidade social.

Intervindo no futuro por meio do planejamento inteligente!
Vivemos tempos de urgência, do hoje e do agora, isso é inquestionável, mas estes tempos são também de inquestionáveis buscas lógicas e mensurações acerca do que resultará a consolidação de ações convertidas em realidade pelos titulares destes tempos, ou seja, quase todos pensam sobre as conseqüências de suas ações e consolidam apenas o que se mostra vantajoso independentemente dos tempos. Verdade?.... MENTIRA!!!!!!!!!!
A “mob” prova isso cada vez que joga lixo nas ruas; cada vez que joga lixo pra dentro de si por meio de uma alimentação equivocada e da assimilação de uma opinião publica pronta, a qual é meramente e paulatinamente transmitida pelas ondas eletromagnéticas dos aparelhos das TV’s digitais ou não; cada vez que joga lixo nas urnas porque não reflete acerca da obrigação eleitoral de votar conscientemente de forma que o que faz seja revertido em bem de si e dos outros.
O desfile de disparates tomaria de assalto a resmas, se considerássemos citar todos os absurdos facilmente testemunháveis: as doenças sociais não são mais a desigualdade, pobreza e limitação financeira. Hoje, podem ser consideradas também como doenças sociais: a inveja, a cobiça, a ganância, a falta de ética e o desrespeito em quaisquer ambientes freqüentados pela maioria dos eleitores, civis, cidadãos, consumidores, empregadores e empregados que encenam a história atual deste país e mundo
Inúmeros autômatos marcham regularmente rumo à conquista que lhes custará a eternidade, pois em vida e pra crescer nesta vida, não se dão conta de que o salário desta lhes será retribuído na outra (aquela que será simplesmente eterna!), estes que fazem até ser humano de degrau para sobressair-se e serem dignos da mais ínfima notoriedade que lhe possa ser concedida, não planejam médio e longo prazos, não vêem que lhes será retribuído em proporção infinita o preço de suas trapaças de sobrevivência.
Dominados pelo medo constante de serem ultrapassados ou de terem expostas suas fragilidades e incapacidades, marcha m sobre seus iguais e sobre princípios morais de forma que a humanidade vai se perdendo e cada vez mais desacreditamos no ser humano e transferimos o amor que nos é reservado pra dar (sem nada obter em troca) aos nossos cães, os quais são os únicos praticantes da fidelidade neste dias de caça ao tesouro perdido.
o tesouro perdido dentro em pouco será o caráter anteriormente pertinente ao homo sapiens e que tem sido conjugado somente pelo animal irracional, aliás: não seria exagero dizer que temos trocado de papéis nos comportando assim, agimos como animais e os animais são como deveríamos ser! Subitamente, vem este insight de que logo só os animais habitarão a terra prometida no Reino de Deus, porque nós temos espontaneamente nos convertido em degredados de honra, de ética e honestidade.
Viver condignamente sua vida, em quaisquer âmbitos que ela lhe exija ser participante ativo ou passivo, não lhe fará mal algum, ao contrário, independente de que religião tenhas, sabes que esse nosso vaso possui prazo de validade cuja data somente Deus sabe, mas a vida que nosso espírito terá, posteriormente a transcendência, será eterna, e é nela que colheremos os frutos semeados durante o gozo desta vida carnal. Somente com atos no presente, pode-se alterar o futuro!
Plante o bem, trate bem, seja gente, mas AQUI (neste plano)!..... seria muito bom estar contigo no Céu!
Homem & Sociedade
Cada sociedade pode ser vista como um sistema (macrossistema) cujo inter-relacionamento de elementos essenciais para sua existência determinam o que esta vem a ser conforme o passar do tempo, ou seja, a identidade de uma sociedade pode se dar, também, através da análise destes elementos (subsistemas), entre os quais figuram a política, a economia, a religião, a educação, a cultura, a forma como se deram a colonização e independência territorial, ou seja, sua formação histórica e etc...
Cada um destes elementos, possui características que combinadas às características do outro produzirá uma identidade única para a sociedade:
A política, enquanto ciência da organização e determinante das leis que o regem o Estado e a população pertinente ao mesmo, por si só tem o poder de identificar (parcialmente) o tipo de povo pertinente a uma sociedade, assim como a economia, enquanto representante do conjunto das atividades de uma coletividade humana, relativas à produção e ao consumo das riquezas para fins de subsistência e geração de riqueza contribui para identificar a postura da exploração desta sociedade em relação aos recursos dos quais dispõe, além de fornecer subsídios para identificar a localização territorial desta sociedade;
A religião, enquanto premissa/tendência para crer em um ente supremo explica parte da cultura desta sociedade e as relações que ela mantém com reflexões acerca do mito da criação/existência e de acontecimentos cientificamente inexplicáveis; já a cultura, enquanto conjunto dos fatos ideológicos comuns a um grupo de pessoas consideradas fora das distinções de estrutura social, representa os conhecimentos adquiridos: a instrução, o saber, o gosto, os valores, as tradições, hábitos, as formas de se manifestar, representar-se/representar ao mundo e costumes constituídos através dos tempos e seguindo especificações que a delimitam, tais como localização territorial, pluralidade de povos que se mesclaram na criação do povo que é produto desta mistura;
A educação, enquanto instrumento do desenvolvimento das faculdades psíquicas, intelectuais e morais, constituída do ensino-aprendizagem de conteúdos variados, os quais explicitam/explicam o desenvolvimento do homem desde os primórdios até a atualidade e suas descobertas nos mais variados campos que norteiam sua existência: biologia, psicologia, historia, matemática e língua/linguagem.
Cada um destes elementos (pense neles como engrenagens) chega até nós por meio da constituição histórica ligada aos processos de colonização, povoamento, exploração, independência territorial e apropriação/acesso às ferramentas tecnológicas, ou seja, tais traços constituintes desta sociedade passam por todo este processo e alguns deles se alteram conforme suas transformações.
Para compreender a sociedade de hoje é preciso reconstituir este processo de formação da sociedade e visualizá-la enquanto um sistema que é produto do entrelaçamento entre todos estes subsistemas.
Identificar problemas nesta sociedade e procurar solucioná-los implica um caminho ainda mais árduo: reconstituir todo o percurso feito até o presente, assim como visualizá-los de forma individual e global como concorrentes/determinantes do que será o futuro, no qual pretendemos (ou não) interferir através dos muitos papeis que cada um de nós possui: cidadão, profissional, consumidor e ser humano.
Inter/Multi/Pluridisciplinarizando&Contextualizando a premissa Cristã

"This place makes me wonder: which should be worst,
to live as a monster or to die as a good man?"
Dennis Lehane
"a verdadeira grandeza está nos atos de bondade e generosidade
consolidados tão somente por aqueles que compreendem que:
amar ao próximo é muito mais do que um exercício de observação e
empatia, mas que é sobretudo a prática do bem, a qual demanda
doar-se tão completamente (a ponto de abandonar-se) em prol do
Não é este o dever da arte, nos elevar além do bestial? O que nos separa não é exatamente a mesma coisa que nos une? Não estamos - todos nós - presos a mesma CONDIÇÃO HUMANA? To be or not to be? That's the question! To be more than..; to be better than..; to be bigger than..; to be(long)(some)where..; to(be)have how/when..; to have(be)what..; todos iguais, todos iguais...uns mais iguais que os outros!.... Que tal repensar tudo que sabe? Melhor, que tal despensar e começar de novo? Comece pelo início? Seja A L T R U Í S T A !
No século XXI, o homem tem observado o colossal processo de dominação que dita com que velocidade surgem novas tecnologias enquanto outras desaparecem e determina a introdução de novos conceitos e valores enquanto outros são erradicados, ou seja, o homem tem visto estes acontecimentos, os quais interferem diretamente na sua existência, com uma atitude conformista e aceitado, sem discussões, que sua única alternativa de sobrevivência é adaptar-se, aprimorar-se.
O homem descobriu muito tarde o poder de transformação da leitura e só o tem utilizado agora, para não se tornar mais uma vítima da globalização, pois reconhece que não lhe bastam apenas o conhecimento pré-existente de mundo e as leituras de jornais, revistas, e-books, TV e Internet. Ele precisa trabalhar constantemente na expansão de sua percepção, saber mais e além do que precisa, demolir as limitações do conhecimento específico, ser capaz de decodificar o mundo.
Ler compreende muito mais do que conhecer as palavras e saber seu significado é compreender o ideal subentendido por trás do conjunto de signos, fonemas e morfemas que se juntam para formar cada palavra, frase ou texto. O homem que deseja sobreviver em meio à selva do mundo capitalista, não pode dar-se o luxo de ser ordinário, precisa destacar-se dos demais.
Para isso, ele deverá utilizar-se da leitura e do conhecimento como estratégias de sobrevivência, pois ao longo de sua vida ele passará por inúmeros processos seletivos: vestibular, concursos, entrevistas, testes, reduções e cortes de pessoal. Se sua condição intelectual deixá-lo nivelado com os demais concorrentes, ele provavelmente terá maiores chances de ser eliminado numa fase do processo seletivo. Mas, se se destacar dos demais, será preferível e valoroso, tornando-se então uma exceção da regra que tende classificar todos como analfabetos funcionais.
Infelizmente, o homem só descobriu este poder da leitura muito tarde e apenas com esta finalidade mercenária, pois se o tivesse feito por ocasião das Revoluções Francesa e Industrial, teria vislumbrado, preconcebido a realidade dos dias atuais e então interviria por meio de atos concretos e racionais não permitindo a instalação deste presente caótico onde o que mais desvaloriza e, cada vez mais rápido é o próprio homem. Se isso tivesse ocorrido, leríamos somente por prazer e não por necessidade.
Informática; é incontestável a necessidade de possuirmos seus conhecimentos e o domínio de suas técnicas de aplicabilidade nos dias de hoje; ferramenta útil e abrangente que é, nos permite variadas formas de utilização, portanto ao prepararmos aqueles que um dia construirão o futuro devemos nos utilizar desta ferramenta, pois lhes será tão fundamental quanto já é, hoje, para todos nós.
Esta necessidade já é considerada pelo domínio público com algo contra o qual não termos como lutar ou resistir. Sofreu aceitação em massa, foi absorvida no conceito de tecnologia que estes utilitários, hoje pequenos, mas a princípio gigantescos monstros criados na Segunda Grande Guerra como auxiliares de destruição, devem ter sua capacidade de armazenamento, transporte e distribuição plenamente aproveitadas e agora para o bem; melhor então se utilizá-los, os computadores e a informática, num processo de excelência como é o ensino.
Assim como tudo mais em tempos de globalização, o ensino tem que estar sempre sendo analisado, revisto, reciclado, na busca de manter um nível de qualidade e cumprir o que se propõe que é formar, preparar pessoas capazes de, em momento e circunstância propícia, que seria o futuro, dar continuidade ao que temos feito no presente e se possível, melhorando ou corrigindo nosso erros, ou seja, o ensino para estar atualizado com o contexto em que vivemos precisa e deve utilizar-se de toda ferramenta necessária.
É claro que esta ferramenta, por causa do seu custo proibitivo, por enquanto ainda tem seu alcance bastante limitado e acaba atingindo somente as classes mais favorecidas, mas haverá ocasião em que atingirá a todas e então o ensino poderá ser propagado em grandes velocidades e em todas as direções, perdendo assim qualquer noção de fronteira. Só então método e tecnologia se fundirão para educar milhões em todas as partes.
Dados divulgados pela revista Época de 02 de Junho de 2003 repercutiam os resultados preocupantes de um balanço de significativa importância para a população brasileira: a contrastante proporção entre os gastos do governo com educação e segurança. Na referida época, em que se realizou o balanço em questão, constatou-se que o Brasil estava gastando com segurança cinco (5) vezes mais do que o orçamento do Ministério da Educação. Entretanto, o que preocupa mais, não são os surpreendentes resultados, mas sim a evidente aceitação que a violência tem sofrido em nosso meio.
Como se já não nos bastassem os muitos fatores opressores coexistentes com nosso cotidiano: stress, competitividade, luta entre classes, a constante necessidade de upgrade profissional e domínio das ferramentas tecnológicas de última geração. Agora, nos confrontamos com mais um conceito em processo de aceitação e absorção: a violência.
A violência tem sua inevitável aceitação embasada no fato, já quase histórico, de que assim como todas as demais causas sociais indevidamente desprezadas e ignoradas pelos governantes deste país, as quais se tivessem os devidos investimentos poderiam gerar a infra-estrutura que faria deste um país de melhores condições de vida para seus cidadãos, a educação, jamais tida como prioridade pelos mesmos, foi, é e continuará a ser desprezada como meio para solucionar grande parte do problema que vem se tornando a violência.
E se não há investimento em educação, que seria, provavelmente a melhor forma de evitar, prevenir e corrigir as barbaridades que já começam a não ser mais tão surpreendentes, uma vez que aparentam ser justificadas, o que pode ser esperado é realmente esta aceitação e apatia. E assim como os demais conceitos, já deglutidos, digeridos e metabolizados indevidamente por uma população historicamente conformista, a violência passará a ser assunto inquestionável e indiscutível, ou seja, somente mais um fator de risco do meio.
Nos dias atuais, tornaram-se comuns, aos nossos ouvidos palavras como: globalização, Internet, delay de informação e também siglas como FMI, GSM, LAN, mas nenhuma destas palavras e conceitos está tão em evidência como a palavra tecnologia. Nada, no presente momento, tem tão unânime aceitação e por ser tão superestimada passam desapercebidos os males que ela provoca e nunca é questionada por seus defensores ou vítimas por aquilo que realmente é. É evidente também a necessidade de desenvolvermos uma tecnologia que será usada somente para o bem estar da humanidade, a auto preservação.
Auto preservação não é preservação da espécie, não é render-se a inevitável dominação da tecnologia saindo por aí a especializar-se em tudo e não é nem mesmo tentar interromper este processo, mas, talvez, mudar o seu curso de direção. Auto preservação é a conscientização maciça, ou seja, de todos sobre o que realmente é resultado do emprego da Tecnologia, pois ela não traz só benefício, por exemplo, tira empregos de muitos sendo a uma das grandes causadoras do aumento estatístico na fila dos desempregados no mundo.
Imagine o cientista que descobre algo útil, mas que poderia ser usado para fins maléficos e observa no momento de sua concepção esta possibilidade, muito provavelmente antes de gritar “Eureka!”, patentear e fazer repercutir seu invento iria considerar sobre a validade de sua aplicabilidade, assim como o cidadão comum consciente ao observar tal possibilidade num invento ou conceito poderia boicotar esta tecnologia tornando-a menos lucrativa e fazendo seus produtores repensarem seus conceitos.
Imagine um Fórum Especial desenvolvido só para julgar os prós e contras da aplicabilidade de novas e velhas tecnologias, envolvendo desde cientistas até civis em assembléias onde discutiriam e votariam, como se fosse um projeto de lei, aplicá-las ou não; isso com certeza tornaria mais restrito e seletivo seu processo de aplicabilidade, tornando aplicável somente aquela que gerasse maior benefício em razão dos malefícios...
Desconsiderando-se a burocracia, que no Brasil já não é pouca, talvez até surtisse algum efeito, provavelmente tornaria mais lento este processo de dominação da tecnologia, desacelerando-o e possibilitando ainda e então uma melhor qualidade de vida para os habitantes deste planeta no referente período.
Pode parecer inacreditável, mas a auto preservação é uma tecnologia que não exigiria microchips, megabytes, nem cálculos complexos cheios de unidades de medidas. A auto preservação seria um enfoque do presente e do futuro com a visão de que não podemos ter menor valor do que a máquina e que a máquina não pode ser nosso centro gravitacional, pois afinal de contas fomos nós que inventamos a máquina.


Leitura mais uma vez e sempre
Ler tornou-se imprescindível por diversos motivos; e de forma alguma é possível afirmar que já não fosse, mas hoje, mais do que nunca e por um motivo aparentemente muito simples e especial, a competitividade...
Hoje, a competitividade é tão grande que somos obrigados a seguir seu ritmo. São muitas as modalidades de competição. São vestibulares, concursos públicos, processo seletivo para escolha de estagiários e funcionários.
Geralmente, o diferencial é aquilo que temos a mais que os outros concorrentes, ou seja, até um determinado ponto do processo, seja ele qual for, pois a maioria inclui exclusão de concorrentes devido a demanda de procura e pouca demanda de oferta, estamos nivelados, mas é a partir dele que começa a busca por este algo mais e quando acham, valorizam.
Neste mundo globalizado é valioso este homem com conhecimentos extras, raciocínio rápido, inteligência emocional e visão de futuro, o homem que analisa os prós e contras de uma ação antes de cometê-la. Adquirir estas habilidades não é fácil. É preciso muita leitura de jornais, revistas, livros, páginas da Internet e comunhão total com os todos os meios de comunicação para tornar-se portador daquela que, hoje, é considerada rara e preciosa: a cultura.
O homem culto é raro e, comparado aos demais, é também preferível, pois se destaca sem demora e logo fica evidente que ele é quem estavam procurando. Por isso ler é imprescindível, enriquece o todo de uma pessoa e lhe abre muitas portas tornando seu mundo um mundo sem fronteiras. É realmente uma pena que ler seja um hábito de tão poucos, pois deveria ser adotado como tal por todos e, melhor, além de hábito deveria ser também um prazer.
A Globalização entra em nosso meio como um soldado: bem camuflada e fantasiada de boazinha, cheia de prós e também de contras que poucos percebem; e no país dos caipiras, alvos de fácil manipulação, encontra uma, ainda maior, aceitação, pois o caipira, assim como todos nós, deseja estar atualizado e conectado com o resto do mundo e na sua ingenuidade inconseqüente cede sem perceber que a globalização é só um processo de dominação no qual serão erradicadas sua identidade, cultura e idéias próprias.
A idéia de dar à palavra caipira uma conotação de idiota não se encaixa mais nos dias atuais, porque no contexto em que vivemos ingenuidade é uma coisa rara, quase etérea, portanto ao utilizar a palavra caipira identifica-se o sujeito que interessado na vantagem não analisa as conseqüências, ou seja, o caipira não é burro, é inconseqüente e por isso fica fácil de colonizar...
O caipira erra ao tentar ao tentar seguir as tendências e tornar-se o que o resto do mundo é, pois assim acaba descaracterizando-se, erra ao participar deste processo de livre e espontânea vontade achando que vai levar vantagem. Erra por não ver que está sendo enganado e que são as diferenças que o torna mais notável e único. O caipira erra porque não analisa, não reflete, raciocina rápido focado só na vantagem e não nas desvantagens.
Assim, logo-logo, o objetivo da globalização vai se cumprir, e o caipira, que poderia até jurar que estava apenas tentando não ficar apara trás, vai entrar para os livros de história, como o maior e mais atuante colaborador na instalação deste bestial e irreversível processo de dominação.
Intervenção, dando a volta por cima...
Sabemos que as crianças abandonadas são o reflexo da incapacidade deste país como um todo de superar seus problemas sociais; sabemos também que a situação da infância brasileira é crítica em outros âmbitos. Há crianças carentes de muitos tipos de estímulos: carinho dos pais, educação moral, acesso à cultura, alimentação ideal e, principalmente, carentes do investimento necessário para desenvolvimento aptidões e descobrirem, descobrirem vocações, o sentido no qual devem ordenar suas vidas para tornarem-se os cidadãos que construirão, com dignidade, um futuro melhor. Falta intervenção.
A intervenção exigirá envolvimento de toda população deste país. Empresários fornecerão verbas específicas, devidamente contabilizadas e por isto obterão incentivos fiscais do governo; militares e forças especializadas darão palestras sobre diversos assuntos como drogas, alcoolismo e educação sexual; caberá aos civis participar de forma mais efetiva e próxima dos eventos do projeto, acompanhando-o nos locais em que acontecem, organizando seus eventos e contribuindo com novas idéias toda vez que os representantes e responsáveis discutissem o projeto em assembléia.
Existem, hoje, projetos similares já em prática como, por exemplo, o "Projeto Amigos da Escola" e "Alfabetização Solidária", mas por serem, em sua maioria, projetos da iniciativa não atingem grande alcance e torna-se se limitados, por exemplo, os projetos destinados aos nordestinos, só uma pequena porcentagem da esparsa população do Nordeste é alcançada pelo projeto e só nas regiões próximas as grandes capitais e centros...Se a participação fosse maciça, ou seja, envolvesse todas as camadas da sociedade atingiria maiores distâncias e mais pessoas.
A intervenção é proposta válida para garantir o futuro e para alterar o presente, uma vez que esta situação tornou-se insustentável. Muitos andam pelas ruas e compram as balas, doces e frutas destas crianças sabendo que aquele ato não vai solucionar, outros se sentem constrangidos e as rejeitam, mas ninguém pensa em fazes algo concreto para que este constrangimento acabe definitivamente. Incontestável é que, no momento constrangedor sempre nos sentimos culpados. Por que será?
Deve ser porque sabemos que também é problema nosso e não fazemos nada para resolvê-lo. Falta um projeto de âmbito nacional e evolvente, no qual possamos ver todos envolvidos e empenhados com afinco. Porque sabemos que o povo brasileiro não tem medo de ir à luta, ainda mais quando se trata da realização de um sonho, com um futuro melhor e queridos leitores um futuro melhor, todos nós, sabemos, não inclui só adquirir a casa própria. Sendo assim devemos intervir...

"Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás!"
ERNESTO "CHE" GUEVARA
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